quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Tempestade

 

O vento que vem das nuvens e do céu,

bate em seu transparente e alto arranha-céu...

O sopro é forte e chega depois de tempestades

Anunciando mais chuva e mais temeridades


As janelas precisam ser fechadas

E na luta contra as vontades da natureza

As escadarias mal conseguem ser percorridas 

Contra o tempo, contra da tempestade, a rudeza


Vidros se estilhaçam e fragmentam

Mas a estrutura do prédio, em nada se abala

As ideias mudam e são transformadas

E as janelas são arrancadas, quebradas


A força interior transborda com as águas 

Assim, poderá estar pronto até mesmo para um furacão

Coragem para encarar os medos e os trovões

Construções e desconstruções


(Flavia Alves, 2013)




domingo, 19 de julho de 2020

Cordel de Flor


(foto: acervo pessoal, fevereiro de 2020)


Neste verso aqui escrito
Quero me apresentar
Flavia Alves é meu nome
E digo que amo ensinar

Igualmente, amo aprender
Trocar, inventar e cantar
Arte e natureza, alicerces do ser
Construir caminhos... semear

Lutei pra professora ser
Sonho de infância cultivado
Pedagoga me tornei
Na arte educação, brotei

Poesia a guiar meus passos
Escuta atenta, olhar e cuidado
Estudos infinitos para reinventar
O eu, o ser e todo o caminhar

O que eu faço? Quer saber?
Escreva e pergunte, eu respondo
Sou ponte e acompanho caminhos
Ajudo crianças a semear sonhos

Canto e danço, ensinoaprendo
Escuto e contoreconto, histórias ao vento
Sementes que voam, sopro no ar!
Cordel de Flor... A vida, poetizar


(Flavia Alves)