quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Tempestade

 

O vento que vem das nuvens e do céu,

bate em seu transparente e alto arranha-céu...

O sopro é forte e chega depois de tempestades

Anunciando mais chuva e mais temeridades


As janelas precisam ser fechadas

E na luta contra as vontades da natureza

As escadarias mal conseguem ser percorridas 

Contra o tempo, contra da tempestade, a rudeza


Vidros se estilhaçam e fragmentam

Mas a estrutura do prédio, em nada se abala

As ideias mudam e são transformadas

E as janelas são arrancadas, quebradas


A força interior transborda com as águas 

Assim, poderá estar pronto até mesmo para um furacão

Coragem para encarar os medos e os trovões

Construções e desconstruções


(Flavia Alves, 2013)




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