O vento que vem das nuvens e do céu,
bate em seu transparente e alto arranha-céu...
O sopro é forte e chega depois de tempestades
Anunciando mais chuva e mais temeridades
As janelas precisam ser fechadas
E na luta contra as vontades da natureza
As escadarias mal conseguem ser percorridas
Contra o tempo, contra da tempestade, a rudeza
Vidros se estilhaçam e fragmentam
Mas a estrutura do prédio, em nada se abala
As ideias mudam e são transformadas
E as janelas são arrancadas, quebradas
A força interior transborda com as águas
Assim, poderá estar pronto até mesmo para um furacão
Coragem para encarar os medos e os trovões
Construções e desconstruções
(Flavia Alves, 2013)

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